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Retno Marsudi

Diplomata da ONU

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Uma em cada quatro pessoas no mundo inteiro ainda não tem acesso à água potável. Felizmente, pessoas como Retno Marsudi dedicam-se a tornar o acesso à água e ao saneamento uma prioridade mundial.

Entre 2014 e 2024, Marsudi foi a primeira mulher a ocupar o cargo de Ministra das Relações Exteriores da República da Indonésia. Durante seu mandato, ela liderou a participação da Indonésia no cenário internacional em momentos cruciais e estratégicos, como o X Fórum Mundial da Água, realizado em Bali (Indonésia) em 2024, no qual foi aprovada uma declaração ministerial para adotar práticas de gestão sustentável da água.

“A água é vida: sem água, não há vida. Sem água não há alimentos, nem saúde, nem energia, nem direitos humanos. Portanto, cuidar da água não é opcional; é a base de uma Terra sustentável.”

Marsudi é agora a enviada especial do secretário-geral das Nações Unidas para a água. Nessa função, ela continua a aprimorar a resiliência hídrica e o saneamento, especialmente para mulheres e meninas, que são afetadas de forma desproporcional pelos desafios relacionados à água.

“Não podemos falar sobre água sem falar sobre as mulheres. As duas agendas, água e mulheres, são os dois pilares de uma Terra sustentável e resiliente. As mulheres não são meras beneficiárias das soluções hídricas, mas líderes e agentes de mudança para nossa água.”

Por meio da colaboração entre várias partes interessadas para proteger a água como direito e fonte de desenvolvimento, Marsudi aborda diversas crises globais interligadas.

“Por meio da gestão integrada dos recursos hídricos, a água pode servir como solução unificadora para vários desafios globais, incluindo a erradicação da pobreza, a resiliência climática, a segurança alimentar e energética, a redução do risco de desastres e o empoderamento de mulheres e jovens”, afirmou Marsudi em entrevista à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Em 2017, Marsudi recebeu o Prêmio Agente da Mudança das Nações Unidas do Fórum da ONU Mulheres e da Aliança Global pela Água, por seu trabalho em prol da igualdade de gênero. Em 2025, ela foi nomeada Campeã do Investimento em Água na Cúpula Africana sobre Infraestruturas Hídricas.

“Eu imagino um mundo que coloque a água e as agendas das mulheres no centro das políticas, programas e ações. Porque o empoderamento das mulheres acelera as soluções hídricas e a promoção da resiliência e da sustentabilidade da água protege o planeta.”

“O futuro da Terra depende de ambos”.